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dezembro 02, 2016

"com que raio devo colar aquela porra?"

Com o estágio, o tempo agora é muito escasso [bem me avisaram :p], mas a verdade é que estou muito feliz com o que estou a fazer! Já com a tese... esse vai ser um "parto" muito longo. 
Anyway, a uma semana da Comic Con, deparo-me com um problema relativamente ao meu cosplay: não sei com que raio devo colar aquela porra!! Aquela porra é, nada mais, nada menos, do que o Moon Spiral Heart Rod - aquele ceptro lindo da Sailor Moon
Lindo também foi o trabalho que aquilo me deu para ser construído -.- ; e como fiz as peças em separado [coração-laço-cabo, tipo cabeça-tronco-membros] em pasta de modelar, não sei como COLAR aquela porcaria! 
- Será que devo usar cola quente? 
- Mas as peças estão envernizadas, então será que vai derreter? 
- E adesivo de contacto? 
- [...] Pois Mafs, mas o adesivo de contacto acabou por descolar a lua da tiara - e tiveste que meter mais umas quantas camadas para segurar... ah, e não te esqueças que as peças em pasta de modelar não são propriamente leves... o adesivo certamente não irá segurar (...)!
- af, kahsdjhuirehfuihjeidhfuresuhd !!!!!!!!!! 
Basicamente, tem sido esta a minha conversa mental nos últimos dias. Eu sou muito naba nestas coisas, principalmente porque nunca fiz semelhante na vida, é a primeira vez que faço um cosplay sério, com os detalhes todos da personagem; e isto está mesmo a queimar-me os neurónios! 
 Quem souber a resposta a este meu dilema, que esteja à vontade para partilhar comigo. Preciso de uma solução, urgentemente. 
xoxo* 

outubro 19, 2016

Como as coisas mudam..

Estou prestes a fazer 22 anos. Apesar de não ter motivos para me queixar de nada (porque aparentemente está tudo okay), não tenho vontade absolutamente nenhuma de festejar. 
No meio de tudo, o que mais me impressiona é mesmo o facto de alguns aspectos da minha vida terem mudado drasticamente, em apenas um ano. 
Muita coisa mudou desde o meu último aniversário. Conheci o meu namorado nessa noite, com a conversa mais estranha que alguma vez tivera na vida; foi a melhor prenda de aniversário de sempre, confesso. Ele surgiu e, para além de dar cor aos meus dias, mesmo sem saber de nada, conseguiu "segurar a casa antes que ela ruísse de novo". 
Eu nunca tive muitos amigos. E há um ano atrás tinha a certeza que podia contar com algumas pessoas para todo o sempre; tinha-as ao meu lado. Actualmente está tudo tão diferente, que até mete dó. Foi um ano de transformação, sem dúvida. Levei muitas "chapadas". Aprendi mais do que esperava. Percebi quem é que realmente se importa comigo e gosta de mim. Encarei a realidade e as pessoas tal como elas são. 
Posso ter-me desiludido muito, mas pelo menos já não vivo numa mentira. 

maio 22, 2016

Somos a geração que não quer relacionamentos

«Queremos uma segunda xícara de café nas imagens que postamos no Instagram de nossas manhãs preguiçosas de sábado e outro par de sapatos nas fotos bonitinhas dos nossos pés. Queremos um relacionamento oficial no Facebook que todo o mundo possa curtir e comentar, queremos o post nas redes sociais que conquista #metasderelacionamento.
Queremos alguém para dividir um brunch connosco aos domingos, alguém com quem lamentar o tédio das segundas, uma pessoa com quem sair para comer um taco na terça, alguém que nos mande um torpedo de bom-dia na quarta. Queremos alguém que nos acompanhe a todos os casamentos para os quais vivemos sendo convidados (e como será que eles conseguiram? Como encontraram o par com quem serão felizes para sempre?). Mas somos a geração que não quer um relacionamento.
Empurramos para o lado esquerdo na esperança de encontrar a pessoa certa. Tentamos encomendar uma alma gêmea, com quem encomenda alguma coisa na internet. Lemos "5 sinais de que ele curte você" e "7 jeitos de fazê-la ficar apaixonada por você", na esperança de poder carregar uma pessoa em um relacionamento, como um projeto no Pinterest. Investimos mais tempo em nossos perfis no Tinder que em nossas personalidades. Mas não queremos um relacionamento.
"Conversamos" e trocamos mensagens de texto. Falamos pelo Snapchat, fazemos sexting. Saímos em baladas e para happy hours, vamos a um café, tomamos uma cerveja - qualquer coisa para evitar um encontro declarado. Trocamos torpedos combinando um encontro, falamos abobrinha por uma hora e então voltamos para casa e continuamos a falar abobrinha por SMS. Mergulhamos em brincadeiras mútuas em que não há vencedor, e com isso abrimos mão de qualquer chance de criarmos uma conexão real com outra pessoa. Concorrendo aos títulos de "o mais desapegado", "a atitude mais apática" e "o mais hábil em ser emocionalmente distante", acabamos na realidade ganhando o troféu de "a pessoa que tem mais chances de acabar sozinha".
Queremos a fachada de um relacionamento, mas não a mão-de-obra. Queremos ficar de mãos dadas mas não queremos o olho no olho; queremos a brincadeira, não as conversas sérias. Queremos as promessas bonitinhas sem um engajamento para valer, os aniversários para comemorar sem os 365 dias de trabalho que levam a eles. Queremos o "viveram felizes para sempre", mas não queremos investir o esforço aqui e agora. Queremos a conexão profunda e ao mesmo tempo conservar tudo superficial. Ansiamos por aquele amor de Copa do Mundo, mas não estamos dispostos a colocar nosso time em campo.
Queremos alguém que segure nossa mão, mas não queremos entregar a essa pessoa o poder de nos magoar. Queremos cantadas bregas, mas não queremos nos entregar, porque isso implicaria a possibilidade de sermos largados. Queremos que nos arrebatem, mas ao mesmo tempo queremos ficar independentes, em segurança, apoiados sobre nossos próprios pés. Queremos continuar a correr atrás da ideia do amor, mas não queremos nos apaixonar profundamente, de verdade.
Não queremos relacionamentos - queremos amizades coloridas, acompanhadas de Netflix, cervejinha e nudes no Tinder. Queremos qualquer coisa que nos dê a ilusão de um relacionamento, sem estarmos em um relacionamento de verdade. Queremos todas as recompensas e risco nenhum, todos os prémios e nenhum custo.
Queremos nos conectar - um pouco, mas não demais. Queremos nos comprometer - um pouquinho, não muito. Levamos as coisas com calma: vamos ver onde isso vai dar, não vamos rotular o que estamos vivendo, a gente se curte, só isso. Ficamos com um pé para fora da porta, ficamos com um olho aberto e nunca deixamos o outro chegar perto demais: brincamos com as emoções dele, mas, sobretudo, brincamos com as nossas emoções.
Quando as coisas estão querendo ficar reais demais, fugimos. Nos escondemos. Vamos embora. Sempre haverá outros peixes no mar. Sempre haverá outra chance de encontrar o amor. Hoje em dia as chances de conservar um amor são tão pequenas...
Nossa esperança é que a gente mexa o mouse e caia direto na felicidade. Queremos descarregar a pessoa que será nossa parceira perfeita, como se fosse um aplicativo novo -que possa ser atualizado toda vez que houver algum probleminha, possa ser facilmente arquivado em alguma pasta, possa ser deletado quando não nos serve mais. Não queremos desfazer nossas malas - ou, ainda pior, ajudar outra pessoa a desfazer as dela. Queremos conservar o que é feio escondidinho, ocultar as imperfeições com um filtro do Instagram, escolher outro episódio no Netflix no lugar de uma conversa de verdade. Gostamos da ideia de amar uma pessoa apesar de seus defeitos - mas guardamos nossos próprios defeitos muito bem escondidos, preferindo que nunca sejam mostrados à luz do dia.
Sentimos que temos direito ao amor. Sentimos que temos direito a um emprego decente assim que terminamos a faculdade. Nossa juventude, em que havia prémios para todo o mundo, nos ensinou que, se queremos alguma coisa, é porque a merecemos. Nossas fitas VHS da Disney nos ensinaram que o amor verdadeiro, as almas gémeas e o felizes para sempre existem para todos. E assim, não investimos nenhum esforço nisso. Depois ficamos nos perguntando por que nosso príncipe encantado não chegou. Ficamos sentados no sofá, chateados porque nossa princesa não está visível em nenhum lugar. Cadê nosso prémio de consolação? Afinal, nós comparecemos, estamos aqui. Cadê o relacionamento que merecemos? O amor verdadeiro que nos foi prometido?
Queremos alguém que marque presença ao nosso lado, não uma pessoa de verdade.Queremos alguém para preencher o vazio, não um parceiro. Queremos alguém que fique sentado no sofá ao nosso lado enquanto abrimos mais um feed de notícias e clicamos em cima de mais um app para desviar nossa atenção de nossa própria vida. Queremos fazer de conta que não temos emoções, ao mesmo tempo em que revelamos nossos sentimentos; queremos que alguém precise de nós, mas não queremos sentir necessidade de ninguém. Nos fazemos de difíceis só para testar se a outra pessoa vai se esforçar o suficiente; nós mesmos não entendemos direito por que o fazemos.
Ficamos sentados com amigos discutindo as regras, mas ninguém sabe sequer que jogo estamos jogando. Porque o problema com a nossa geração que supostamente não quer relacionamentos é que, a verdade seja dita, queremos um relacionamento, sim
Krysti Wilkinson

fevereiro 26, 2016

ninguém quer saber, mas...

Está tanta coisa a acontecer ao mesmo tempo! São as aulas, os trabalhos, a percepção de que tudo isto está a prestes a terminar, as decisões difíceis, as escolhas dos projectos de dissertação, dos locais de estágio, a falta que algumas pessoas me fazem, a sensação de perda, as amigas que era suposto ter, neste momento, a meu lado e que não tenho. E depois é ele...a trazer um pouco de cor aos meus dias cinzentos. 
Estamos a dar passos pequenos, a fazer acontecer uma coisa de cada vez... e é tão bom o sentimento! Sinto-me em casa. Ele não sabe, mas neste momento, é o meu refúgio. 

dezembro 27, 2015

"Sinto que o sentir sabe mais que o saber."

Sinto que estou apaixonada. E que não sei como lidar com isso. Sinto que preciso dele. Preciso  muito que ele me diga o que sente! Acontece que nós somos muito iguais. Ele não diz, eu não digo. Eu não digo, ele não diz. Odeio este orgulho estúpido e egoísta, mas não consigo. Dizem que é preciso confiar, mesmo sem entender. Mas eu ainda não consigo confiar plenamente nele. Ele tem demonstrado muita coisa, temos passado pequenos momentos que valem ouro. Mas eu preciso de o ouvir, preciso que me diga que se importa, que me quer, que gosta de mim. 
Não quero voltar a sofrer, mas a verdade é que já estou em sofrimento constante. É penoso. 

dezembro 21, 2015

7 Kg e mais qualquer coisa..

Foi ontem que me apercebi, pela primeira vez, de que estou realmente magra. Desde o início do semestre, em Setembro, até aos dias de hoje, Dezembro, emagreci 7 Kg. Se deixei de comer? Não. Aliás, acho que até como mais. Se foi propositado? Também não. Chama-se stress, cansaço, muitas horas de sono perdidas. 
Quando vos digo que pareço um zombie, acreditem, pareço mesmo. Cabelo fino, olheiras profundas, cara pálida, olhar apático e expressão de cansaço. Fiquei perplexa quando tive realmente tempo para parar,olhar o espelho e ver-me, tal como estou
Alguma roupa já me fica tão larga que no outro dia tive que sucumbir ao cúmulo de usar um cinto de criança para as calças, porque o cinto mais pequeno que tenho ficava-me largo e não segurava aquela porra!
É muito frustrante. E, acima de tudo, é triste. 

novembro 29, 2015

acho que me meti nelas..

Gosto de falar com ele. Gosto de pensar nele. Adoro estar com ele. Gosto ainda mais de saber dele! Preciso tanto de saber de ti, como estás, o que fazes, se gostaste do nosso último jantar ou não. Eu preciso de saber estas coisas, preciso da tua presença, preciso que me dês pistas quanto aquilo que sentes em relação a isto. Ou se não sentes nada. Mas eu preciso de saber. 
Deixar-me na poética ignorância é semelhante a aniquilar-me. Já permaneci durante muito tempo nela, sem saber sequer o que era viver algo como isto. Agora que sei, não quero largar. 

julho 30, 2015

!

Eu odeio estar neste estado, com tudo aquilo que o meu ser consegue garantir como ódio! Mas o apego que crio com alguns seres humanos é tantoo que me deixa desfeita quando se vão. 

junho 16, 2015

Preciso-te, urgentemente!

Preciso de ti de uma maneira irrevogavelmente louca! Preciso de te respirar, de te abraçar, de te ter comigo. Preciso de ti porque sinto que serias o meu escape para todo este pesadelo! Preciso de ter-te ao meu lado, preciso que me roubes o fôlego, que me faças esquecer todos estes tormentos e que me retires todos os estilhaços de dúvidas que teimam em permanecer no meu coração.
Abraça-me. Preciso daquele beijo apaixonado, daquela sincronização de olhares, da sintonização de pensamento. Preciso que ouças a mesma música, que respires o mesmo ar, que vivas com a mesma intensidade. Preciso de ti loucamente rapaz, e começo a desesperar por não te ter, por não apareceres, por nunca mais chegares… Começo a querer desistir, a perder a esperança, mas o amor é a nossa resistência, e eu ainda continuo à espera do dia, aquele em que tu vais avassalar a minha vida de tal forma que as estrelas, as melodias, as palavras e o vento parecerão mais negras se não te tiver ao meu lado.

Este é um grito de sufoco e de desespero, por isso salva-me…por favor! :’( 

fevereiro 01, 2015

a revista

Este ano faço parte da associação de estudantes da minha faculdade e, no meu departamento, decidiram criar uma revista mensal para informar os alunos sobre os projetos e os acontecimentos mais importantes a decorrer ao longo dos meses na faculdade. Para além disso, a revista terá um valor simbólico para ajudar na angariação de fundos da AE. 
As coisas bem que podiam correr bem se o projeto fosse trabalhado em conjunto e com a colaboração de todos os elementos. Mas não é bem assim. A revista tem que sair esta semana e nem sequer está pronta. Já andei a trabalhar nisso durante as férias, estou a trabalhar nisso agora e estou seriamente irritada! 
As únicas notícias que já temos fui eu e a chefe do departamento que as procuramos, o molde da revista fui eu que o selecionei, e agora estamos as duas a formatar e a construir os textos de raiz. Mais ninguém se mexe, ninguém responde às publicações que coloquei no nosso grupo, mais ninguém faz nada. Estou chateada e aborrecida, porque acho que já somos todos suficientemente crescidos para assumir as responsabilidades sobre as coisas. 

Já disse à chefe do departamento que, se for para continuar assim, eu saio da AE. Já me bastam os trabalhos de grupo, farta de trabalhar para os outros estou eu!

janeiro 08, 2015

#JeSuisCharlie

"Mataram jornalistas porque nos querem calar a todos. Teriam de nos matar a todos para que o medo vencesse. Não o conseguirão, nem que nos calemos perante eles nem que reajamos como eles. Nós somos Charlie Hebdo. Nós jornalistas. Nós leitores. Nós todos” 

novembro 25, 2014

Dear God!


Às vezes acho mesmo que estou envolta numa bola de cristal, as pessoas parecem que têm medo de se aproximar! E eu começo a ficar um bocadinho farta disso!!!!!  x.x

agosto 18, 2014

Estas brigas ...

Se há coisa que detesto é meter-me entre marido e mulher! Neste caso, eles eram namorados e acabaram recentemente. Ela é uma grande amiga minha e pediu-me para eu falar com ele, para lhe dizer como está triste e como precisa dele na sua vida.
Vou fazer isso por ela, apesar de detestar profundamente. Porque sei perfeitamente que ele vai reagir mal e porque sei que o assunto entre eles já foi debatido até ao tutano! Acho que não vai adiantar de nada, que as ideias dele não vão mudar.
Mas vou fazê-lo, por ela. Apenas isso.


julho 12, 2014

Oceanos

Não sei como me estou a aguentar. Tento não pensar no pior, tento ser optimista e ter esperança. Mas os pensamentos acabam por vir à tona e atormentam. O meu pai está com um problema de saúde grave. E está longe. De tudo. Passa os dias numa cama de hospital – e se já é mau demais passá-los numa cama de hospital de cá, imaginem numa cama de hospital a 16.480 km de distância da família, dos amigos, de casa e do seu país. E o pior momento é quando lhe telefonamos. As lágrimas teimam em cair, eu luto e fico com um aperto na garganta. Não vacilo, não quando estou a falar com ele. Principalmente porque sei que do outro lado da linha o sofrimento é ainda mais atroz.
Do outro lado da linha, as lágrimas não param de cair. 
Nunca o vi a chorar tanto nos meus (quase) 20 anos de existência. 
Nunca o vi assim. 

junho 28, 2014

a-lergias


'(…) Não preciso que saibas que eu existo. O que guardo dentro de mim é muito mais do que dizem, e, de certa forma, eu sei e tu sabes, que não ias gostar de saber disso…afinal, sempre foste alérgico ao amor.'

março 01, 2013

Se os cacos falassem..


Sou nada, neste momento. Perdi o rumo, o controlo sobre mim própria e deixei que o passado falasse mais alto. Ele atormenta, faz-me contorcer de dor, faz-me lavar a cara com estas lágrimas angustiadas e há muito escondidas. Julgava te-las perdido, é o que desejo sempre que tenho uma recaída  Mas, na realidade, elas continuam lá, prontas a perfurar-me a alma a qualquer momento. Neste momento, não sei mais quem sou. Ele cega-me as lentes e tira-me a voz com uma agressividade atroz. Sei que esta noite já não vai ser a mesma. Não vou dormir, vou ficar a lamentar-me mais uma, e outra, e outra vez, até que as lágrimas parem, autonomamente, de rolar.



´

Quem sabe se é hoje que o meu anjo da guarda me visita? Afinal de contas, a louca sou eu!

janeiro 18, 2013

a myth that i have to believe in


  
 
« Para toda a angustiante interrogação, existe uma inesperada exclamação. Para toda vírgula que não te deixa seguir em frente, existe um ponto final. Para toda a reticência que dói para sempre, existe um novo parágrafo. »
- C. F. A.

 

dezembro 09, 2012

E, de repente, já era Dezembro..


 
"Ciúme possessivo, olhar atento, ligado em cada detalhe deste drama, reparando e valendo-se de pequenos detalhes como segurar-lhe as mãos, beijar-lhe as bochechas, ou simplesmente tocar-lhe o rosto. Vivo em controvérsia, discordando de mim mesma.
A paixão passou a ser o colorido do meu mundo, que sempre fora uma escala de cinzas. friamente mal pintada na folha de papel em branco que era, e é, a minha vida. Não se consegue descrever, é exagerado, dramático, absurdo, sofrido, e ao mesmo tempo, é encantador. E embora digam que o amor é o sentimento mais nobre do mundo, embora senti-lo seja magnífico, confesso que se ele realmente for isso, desculpem-me, mas nunca mais quero amar."
 
 
 
 

agosto 17, 2012

Dear Insanity


 

   Isto realmente é um drama! E dos pesados. Ao fim de tanto tempo, pensei já ter esquecido aquilo que me assombra a alma, mas agora vejo que não.
   Hoje fui lá. Eu fui ao blog dela. E o que vi foi, senão, uma série de dedicações e lamentos a um alguém que eu desconheço. E eu definitivamente não estou lá. Não sou eu. É um outro. E custa-me ter que acreditar nessa verdade.
   Custa, em parte, porque dói demais sentir que foste trocada por alguém que não assume dignidade suficiente para ocupar esse lugar. Depois, porque ninguém gosta de ser esquecido de uma maneira tão calculista e gelada. E, por último, e provavelmente o cerne da questão, porque ela conseguiu. Conseguiu dar um novo rumo à sua vida, seguir em frente, deixando o passado na berma. E eu, que tenho lutado este tempo todo por isso, ainda não consegui. Os fantasmas perseguem-me. Estão tão inquietamente quietos que me fazem contorcer de dor. E eu não sei por quanto tempo mais é que vou conseguir aguentar com eles.
   São eles que consomem cada tique-taque da minha sanidade, e por muito tempo que passe, eles teimam em voltar. Perfurando os meus tímpanos, os meus poros, as minhas lágrimas, o meu silêncio.