julho 07, 2013

bullshit !

Porque tem de ser tão triste quando as coisas acabam?
É tão estranho quando num minuto tudo está bem…ou talvez não esteja tão bem…mas, mesmo assim, ainda cá estamos, pelo menos. E depois, no minuto seguinte, desaparecemos. Nunca mais se vê nem se ouve falar da pessoa.
Acho que não consigo compreender isto. É como se…para que havemos nós de ligar-nos a alguma coisa se primeiro, essa coisa nunca vai durar muito e, segundo, dói como o caraças quando isso acaba?? Porquê se tudo é finito, se tudo tem um começo, um meio e um fim bem definidos, por que motivo até há-de alguma coisa começar? Para quê, se tudo acaba por conduzir a um fim também definido?
Um fim que se resume basicamente a um "nada dura para sempre". Porque a verdade é esta: nada é feito para durar. Nada. Nada mesmo!
Quer dizer, estão sempre a acontecer coisas...e se tudo isto são apenas factos inevitáveis, então…Bem, posso ser eu a controlar a situação e a decidir quando. Magoar em vez de ser magoada. Porque há duas coisas que são seguras na vida: primeiro, a coisa vai acabar e, segundo, alguém se vai magoar. E porque hei-de ser sempre eu?

Conclusão: a melhor coisa a fazer é seguir a filosofia de Teflon – 
tudo passa por mim & nada fica agarrado!

junho 26, 2013

Ponto de vista

Depressão. Nada fácil de definir. Na verdade, acho que nem existe uma definição precisa, correcta e verdadeira, capaz de dizer como me sinto.
A vontade de sorrir desaparece, cais num silêncio duvidoso e penoso, que te faz contorcer de dor, de cada vez que alguém tenta perceber o que se passa.
O que se passa? Não vês? Estou diante os teus olhos, a suplicar por ajuda” - e, no entanto, não se ouve uma única palavra.
A apatia é tanta que perdes a vontade de fazer as coisas que mais amas na vida - como escrever, ler, ouvir música ou ficar sozinha, em paz. 
Dói. Dói muito saber que ninguém se importa contigo, dói escutar a mesma canção vezes sem conta, leva-te ao mais profundo desespero. 
O beco é estreito e escuro. Não há caminho para voltar, tudo o que há é o silêncio inquietante da solidão, o vazio da tua mente e o frio do vento que sopra, de cada vez que te mutilas, numa tentativa de fuga à tua ambígua realidade.